Queria ter escrito sobre a 1ª - que sempre é única - experiência de descobrirmo-nos perante essa descoberta! O Kruger é um momento da vida!
Mas decidi escrever após a 2ª que também representa ver essa mesma sensação espelhada na cara de outra pessoa…
O Kruger caça-nos! À entrada, já estamos noutro mundo! Muitas vezes só nós e a ansiedade de deambular por terras não reais… Muitas vezes pensa-se se não estaremos num filme, apetece beliscarmo-nos, não falar, não deixar que emoções infantis tomem conta da nossa postura. O facto é que há uma aura de criança na brincadeira de uma vida, em busca da próxima visão, da próxima emoção! Gritos e silêncios, gargalhadas e suspiros, respirações retidas e corações acelerados revelam o encontro entre um novo habitat e um outro eu… por momentos, fazemos parte dos nossos sonhos mais distantes!
Esfregam-se os olhos para melhor focar uma visão atordoada pelas emoções… As árvores, os cursos de água, as montanhas, as rochas e os animais, em perfeita sintonia.
Muitas vezes esquecemo-nos de registar com o nosso cérebro para registar através de uma lente “fotográfica”. E, por muito que se insista, uma fotografia não regista um momento. Não há imagens em papel ou ecrã de computador, não há palavras… É um momento de cada um! Não, são muitos momentos de cada um: Ver a cópula de um casal de leões, ou as crias brincando, ou 2 girafas namorando, ou uma mãe elefante ralhando com um filho, ou centenas de búfalos à nossa volta, ou um leopardo,em cima de uma árvore, degustando uma impala acabada de caçar, ou pássaros com cores quase “trabalhadas em fotoshop”, ou o voo hipnotizante de uma águia pesqueira, ou o "spa particular" de um grupo de hipopótamos, ou o calmo pastar de rinocerontes ou a sua frenética corrida, ou o olhar "burro" de uma zebra, ou o frente a frente de um "imperial" kudo (simbolo do Kruger), ou simplesmente um perder de vista de paisagem africana… E, num nascer ou pôr do sol, na sinfonia mais acústica jamais ouvida e numa tela de cores jamais pintada, o balão das emoções enche, enche… até esvaziar no final do dia, no final da viagem, no final dessa realidade momentânea, que seguramente, não é mesmo um sonho… e aí respira-se vida!
joão 02.10.10
1 comentário:
:)
Assumo-me caçada e criança!
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